PUCPR em Sintonia com o Sínodo para a Amazônia

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Entre os dias 06 e 27 de outubro de 2019, acontece o Sínodo para a Amazônia em Roma. Durante este período, a PUCPR estará em sintonia com o Papa Francisco, com os povos amazônicos e com toda a igreja para celebrar este importante acontecimento. Participe!

 

  • Tríduo do Sínodo

Nos dias 09, 16 e 23 de outubro, das 7h20 as 8h,  será realizada na Paróquia Universitária Jesus Mestre da PUCPR uma celebração ecumênica em três atos a respeito da Amazônia: Novos Caminhos para a Igreja e uma ecologia integral. Para participar basta ir até o local no horário estipulado.

 

  • Encontros

No hall da Identidade Institucional da PUCPR ocorrerão debates e rodas de conversas com a presença de especialistas na temática. Os encontros são gratuitos e não necessitam de inscrição. Fique atento para a programação.

 

  • Últimas notícias

Diariamente fique informado sobre as novidades apresentadas no Sínodo para a Amazônia em Roma através  de um Totem digital localizado no corredor do térreo do Bloco Azul e também na TV no Hall da Identidade Institucional PUCPR.

 

SAIBA MAIS:

O sínodo dos bispos é uma instituição eclesiástica criada pelo Papa Paulo VI no ano de 1965 e representa um importante legado do Concílio Vaticano II. Podemos definir o significado de um sínodo para a vida da igreja como “caminhar juntos”. Bispos, padres, religiosos e religiosas, leigos e leigas, todos trilhando o mesmo caminho em sintonia com o Papa.

Uma das características principais de um sínodo é a escuta. Na constituição apostólica Episcopalis Communio, Francisco orienta que o “Sínodo dos Bispos deve tornar-se cada vez mais um instrumento privilegiado de escuta do Povo de Deus”. Neste sentido, o Papa pede aos padres sinodais “antes de mais nada o dom da escuta: escuta de Deus, até ouvir com Ele o grito do povo; escuta do povo, até respirar nele a vontade de Deus que nos chama” (EC 6).

Ao anunciar a convocação de um sínodo dos bispos especial para a Amazônia, o Papa Francisco afirma que está “atendendo o desejo de algumas Conferências Episcopais da América Latina e de muitos pastores e fiéis de várias partes do mundo”.

Desde a década de 1950 os bispos da Amazônia brasileira se reúnem para refletir sobre a realidade dos povos amazônicos. O encontro de Santarém/PA, realizado no ano de 1972, foi um dos mais marcantes. Naquela ocasião o então Papa Paulo VI enviou uma mensagem a todos os participantes que ficou marcada na história da igreja com a seguinte frase: “Cristo aponta para a Amazônia”.

A fala profética de Paulo VI reforçou a unidade eclesial em favor das causas amazônicas, manifestadas no documento final do encontro, conhecido como “documento de Santarém”, que revigorou a missão da igreja junto aos povos locais, em especial os povos indígenas.

Em 2003 a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) criou uma comissão especial para a Amazônia, cujo presidente é o Cardeal Arcebispo emérito de São Paulo, Dom Cláudio Hummes, nomeado pelo Papa Francisco como relator geral do Sínodo para a Amazônia. Em setembro de 2014 foi criada a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM) como uma iniciativa de diferentes organismos católicos presentes nos 09 países que compõem a região: Brasil, Bolívia, Colômbia, Peru, Equador, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa e Suriname. A REPAM também tem como presidente Dom Cláudio Hummes.

Com a promulgação da carta encíclica Laudato Si´ – sobre o cuidado da casa comum, o Papa Francisco enfatiza o discurso socioambiental no magistério da igreja, chamando nossa atenção para o cuidado com o planeta. Este exercício exige uma preocupação especial com a criação, reconhecendo, inclusive, que somos parte dela e temos a responsabilidade de “cultivar e guardar a criação” (Gn 2,15).

O sínodo para a Amazônia se insere, portanto, neste contexto histórico, social e pastoral de presença da igreja católica na Amazônia. Queremos nos inserir cada vez mais neste processo, reconhecendo também nossa responsabilidade com a casa comum e com a vida no Planeta, em comunhão com o Papa Francisco e com toda a igreja.

  1. Convocação feita pelo Papa Francisco – outubro de 2017;
  2. Fase preparatória – dezembro de 2017 a abril de 2018;
  3. Consulta sinodal (assembleias territoriais, fóruns, rodas de conversa) – junho de 2018 a abril de 2019;
  4. Assembleia geral dos bispos – 6 a 27 de outubro de 2019 (em Roma);

Após a assembleia geral dos bispos, iniciaremos um período chamado “pós-sínodo”, no qual o Papa deverá publicar uma exortação apostólica e/ou outros documentos oficiais com recomendações para as futuras ações da igreja.

O caminho sinodal trilhado em conjunto com os povos amazônicos, cuja metodologia de preparação proporcionou centenas de encontros de escutas das comunidades presentes nos 9 (nove) países que compõem a Pan-Amazônia, em Roma e em vários outros territórios, acende luzes de esperança para a vivência da ecologia integral em toda a Igreja.

O sínodo envolveu aproximadamente 80 mil pessoas, com participação direta e indireta nas assembleias, fóruns, rodas de conversa e outras atividades, realizadas nas comunidades, pastorais, movimentos, universidades, institutos e congregações, dentro e fora do território amazônico.

Participaram das escutas representantes de diferentes povos amazônicos: ribeirinhos, quilombolas, indígenas, pescadores, migrantes, jovens e adolescentes, moradores de grandes centros urbanos e de periferias. Entre os participantes destaca-se a presença 172 etnias indígenas representadas, aproximadamente 2 mil jovens nas atividades realizadas no Brasil e diálogo com membros de outras religiões.