Exposição Internacional ‘Quem é o homem do Sudário?’

PROGRAMAÇÃO

 

BATE-PAPO TEOLÓGICO SOBRE O SUDÁRIO

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A paixão de Jesus segundo os relatos dos Evangelhos

com João Luís Fedel Gonçalves

Mestre em Bíblia e assessor do Setor de Vida Consagrada e Laicato do Grupo Marista

24/04/2017 | 19h30min | Prédio da Tribuna

 

Representações artísticas da paixão de Jesus ao longo da história

com Pe. Marcial Maçaneiro, scj

Doutor em Teologia e professor da PUCPR

24/05/2017 | 19h30min | Prédio da Tribuna

 

A Paixão de Cristo na literatura

com Alex Villas Boas

Doutor em Teologia e professor da PUCPR

01/06/2017 | 19h30min | Prédio da Tribuna

 

VIGÍLIA DE PENTECOSTES E ENCERRAMENTO DA EXPOSIÇÃO

02/06/2017 | 18h30min | Paróquia Universitária

 

VISITAS

Individuais ou pequenos grupos

  • Segunda a sexta-feira: 10h às 21h
  • Sábado: 9h às 17h
  • Prédio da Tribuna (junto a arquibancada da concha acústica, ao lado da biblioteca)

Visitas guiadas (para grupos acima de 20 pessoas):

Café Filosófico

A proposta do Café Filosófico é oferecer espaço para a discussão sobre o impacto do pensamento ético-filosófico no nosso cotidiano. Em sintonia com os objetivos do Instituto Ciência e Fé e em parceria com o Curso de Graduação e o Programa de Pós-Graduação em Filosofia, os eventos acontecem periodicamente no Café da FTD Digital Arena, e conta sempre com a presença de um renomado intelectual que provoca as reflexões e os debates.

Os temas

2017 | Somos todos corruptos? Ética e o jeitinho brasileiro

Considerado legalmente como um ato de desvio institucional, a corrupção não está presente somente nas Instituições. Esse ato já se tornou uma atitude de muitos seres humanos em seu próprio dia a dia. Qual a diferença entre o desvio de milhões de dólares para uma conta da Suíça e ultrapassar o sinal vermelho por não haver policiais vigiando? A questão que precisamos nos fazer e que o filósofo Immanuel Kant pode nos ajudar é: não somos corruptos porque isso é um ato ruim em si mesmo ou por que temos medo das possíveis punições decorrentes disso? Existiria aí, então, uma ação desinteressada por parte dos sujeitos ou nossas ações estariam todas condicionadas a um resultado final? Carregaríamos a marca da corrupção original de querer ser mais que Deus, no entanto, agora reificada para contextos atuais, onde queremos ser mais do que os outros a qualquer custo?

***

Programação 

 

Renato Janine Ribeiro

Doutor em Filosofia pela USP, livre-docente em filosofia e professor titular de ética e filosofia política na mesma universidade. Ex-ministro de Estado da Educação e ex-Diretor de Avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Publicou O Afeto Autoritário, A Marca do Leviatã e Por uma Nova Política.

18 de abril de 2017  |  Campus Londrina | PUCPR

Inscrições: http://cienciaefe.pucpr.br/evento/cafe-filosofico-com-renato-janine-ribeiro-campus-londrina/

 

Luiz Felipe Pondé

Doutor em Filosofia Moderna pela USP e pós-doutor em Epistemologia pela University of Tel Aviv. Atualmente é professor assistente da PUC-SP, professor titular da Fundação Armando Álvares Penteado e professor convidado da Universite Catholique de Louvain. É colunista do Jornal Folha de S. Paulo e comentarista do Jornal da Cultura.

6 de junho de 2017  |  FTD Educação Digital Arena | PUCPR

Inscrições: http://cienciaefe.pucpr.br/evento/cafe-filosofico-com-luiz-felipe-ponde/

 

Maria Lucia Santaella Braga

É pesquisadora 1A do CNPq, professora titular dos programas de pós-graduação em Comunicação e Semiótica e Tecnologias da Inteligência e Design Digital da PUC-SP. Doutora em Teoria Literária pela PUC-SP e Livre-docente em Ciências da Comunicação pela USP. Publicou 44 livros e organizou 16, além da publicação de perto de 400 artigos no Brasil e no exterior. Recebeu os prêmios Jabuti (2002, 2009, 2011, 2014), o prêmio Sergio Motta (2005) e o prêmio Luiz Beltrão (2010).

12 de setembro de 2017  |  FTD Educação Digital Arena | PUCPR

Inscrições: http://cienciaefe.pucpr.br/evento/cafe-filosofico-com-maria-lucia-santaella-braga/

 

2016 | Morrer no Ocidente

“(…)Cumpriu sua sentença e encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca de nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo morre(…)”

João Grillo, personagem de Ariano Suassuna no Auto da Compadecida.

 

“Morrer no ocidente” não é somente o título de uma das obras mais consagradas do grande pensador francês Philippe Ariès. É antes, e sobretudo, a pergunta fundamental pelo destino humano; por um ‘acontecimento’ que, mais cedo ou mais tarde, abarcará a todos. Juntamente com o questionamento de Ariès, de como se passou da morte familiar e domesticada da Idade Média à morte maldita e interdita de nossos dias, o Café Filosófico de 2016 pretende compreender como diferentes saberes trabalham a ideia da morte, tornando este ‘acontecimento’ uma reflexão não somente em relação aqueles que já partiram, mas principalmente sobre aqueles que permanecem.

 

Programação 

 

Leandro Karnal | A morte como acontecimento estético

Doutor em História Social pela USP, pós-doutorado pela Universidade Nacional Autónoma do México e pelo Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), em Paris. Professor de História na UNICAMP, tem diversos livros publicados, entre eles, Teatro da Fé, História dos Estados Unidos, Conversas com um Jovem Professor, Pecar e Perdoar, entre outros.

Data: 23 de maio de 2016  |  Horário: 19h30  | Local: Café do 2 ° andar do prédio da Escola de Educação e Humanidades (bloco amarelo)

 

Vladimir Safatle | É possível ter a experiência da própria morte?

Possui graduação em Filosofia pela USP, graduação em Comunicação Social pela Escola Superior de Propaganda e Marketing, mestrado em Filosofia pela Universidade de São Paulo e doutorado em Lieux et transformations de la Philosophie, pela Université de Paris VIII. Atualmente é Professor Livre Docente do departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo. Foi professor visitante das Universidades de Paris VII, Paris VIII, Toulouse, Louvain e Stellenboch (África do Sul), além de responsável de seminário no Collège International de Philosophie de Paris.

Data: 06 de junho de 2016  |  Horário: 19h30  | Local: Café da FTD Educação Digital Arena

 

Scarlett Marton | A morte como instante da vida

Professora titular de Filosofia Contemporânea da Universidade de São Paulo, formou-se em Filosofia pela USP, prosseguiu os estudos na Sorbonne e defendeu o doutorado e a livre-docência em Filosofia na USP. Publicou ensaios em livro e revistas especializadas nos seguintes países: Brasil, Alemanha, França, Itália, Áustria, Espanha, Portugal, Estados Unidos, Colômbia, Venezuela, Argentina, Bolívia e Chile.

Data: 16 de agosto de 2016  |  Horário: 19h30  | Local: Café da FTD Educação Digital Arena

2015 | As Políticas do Perdão

O Café Filosófico de 2015 propõe uma discussão sobre “As políticas do Perdão”. Na mesma medida que proliferam os pedidos de perdão e as cenas de arrependimento, em especial com a implantação, em diversas partes do mundo, das Comissões de Justiça e Paz, vemos aumentar, igualmente ou em maior medida, os crimes de guerra, os terrorismos, as violências cotidianas, extremas e por vezes banais. Diante desse tema tão urgente para nosso tempo, podemos perguntar: o que significa perdoar? Quais são os limites jurídicos, religiosos ou filosóficos do perdão? É possível perdoar o “imperdoável”? Passando por autores como Hannah Arendt, Vladimir Jankélévitch, Paul Ricoeur, Jacques Derrida, Emmanuel Levinas, Giorgio Agamben, dentres outros, três grandes pensadores brasileiros discutirão com o público as perspectivas históricas do tema, mas sempre com um olhar sobre o presente e o futuro.

 

Programação

Peter Pál Pelbart | Imagens do Intolerável

Peter Pál Pelbart é professor titular de filosofia na PUC-SP. Escreveu principalmente sobre loucura, tempo e subjetividade e biopolítica. Publicou  entre outros O avesso do niilismo: cartografias do esgotamento (n-1 edições). Traduziu várias obras de Gilles Deleuze. É membro da Cia Teatral Ueinzz, e coeditor da n-1 edições.

Data: 12 de março de 2015  |  Horário: 19h30  | Local: FTD Digital Arena (PUCPR)

 

Oswaldo Giacóia | Lembrar, Esquecer, Perdoar

Professor Titular do Departamento de Filosofia da Unicamp. Pesquisador 1 B do CNPq. Autor de vários livros, capítulos e artigos sobre Nietzsche, Schopenhauer e Freud. Assessor da Capes, CNPq. Fapesp e Faepex.

Data: 18 de junho de 2015 | Horário: 19h30 | Local: FTD Digital Arena (PUCPR)

 

Jeanne Marie Gagnebin de Bons | Anistia, Esquecimento e Perdão

Professora titular de filosofia na PUC/SP et livre-docente de teoria literária na Unicamp. Trabalha sobre Escola de Frankfurt, em particular W. Benjamin e sobre questões  teóricas da história e da memória (Paul Ricoeur). Últimas publicações: Lembrar. Esquecer. Escrever (2006) e Limiar, aura e rememoração. Ensaios sobre W. Benjamin, 2014, ambos pela Editora 34, São Paulo

Data: 10 de outubro de 2015 | Horário: 19h30 | Local: FTD Digital Arena (PUCPR)

 

Em 2014, nosso propósito foi o de reinventar a virtude.

Mas o que ela significa então? Para muitos pensadores, a virtude “é uma força que age”, que se aprende menos pelos livros e mais pela forma de ser e de existir. Já para outros, ela é uma noção imemorável; fragmento de um estado de coisas outrora inquebrantáveis. O que parece comum às duas correntes e a outras possíveis, é que vivemos numa época de mutação dos valores. A crise das instituições doadoras dos sentidos absolutos, entre ela a própria razão, é apenas um sintoma de algo se apresenta mais profundo e desafiador. Ainda que os canais de comunicação tenham se multiplicado de forma vertiginosa, constatamos o aumento, na mesma proporção, senão maior, dos fundamentalismos, das ortodoxias, das incompreensões.
Da mesma forma, a relativização dos valores se mostrou incapaz de responder de maneira eficaz aos problemas contemporâneos. A falta de referenciais pode nos levar a uma descrença generalizada, com consequências éticas alarmantes para a existência neste planeta (nisso, aliás, encontram-se os fundamentos do niilismo). Talvez tenha chegado o momento, exatamente na metade da segunda década do século XXI, como nos recorda Bernard Stiegler, “de reconstruir uma economia libidinal (uma filia), sem a qual não há cidade, democracia, economia industrial, nem economia espiritual possíveis”.
Quem sabe, como já dizia Michel Foucault na década de 80, uma das saídas éticas para a contemporaneidade, a exemplo de algumas escolas filosóficas da antiguidade, é aprimorar técnicas de governo sobre si mesmo, que antes de significarem um solipsismo, apregoam uma constituição de si, pautada num ser-com-os-outros.

Curadoria

Prof. Dr. Fabiano Incerti | Doutor em filosofia e Diretor do Instituto Ciência e Fé da PUCPR

Currículo Lattes Fabiano Incerti 

 

Prof. Dr. Jelson Oliveira| Doutor em filosofia e professor da PUCPR.

Currículo Lattes Jelson Oliveira

 

Confira os photobooks deste projeto

Observatório das Juventudes

Criado em 2013, o Observatório das Juventudes faz parte do Instituto Ciência e Fé da Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUCPR e está inserido no contexto das ações afirmativas em torno da temática juvenil.

Partimos da compreensão da juventude como uma fase da vida com características próprias e marcada por diversidades e desigualdades. Os jovens são sujeitos de direitos que vivenciam momentos de formação pessoal, social, espiritual e profissional. A juventude é um momento de experimentação e de construção de projetos de vida.

O observatório busca intervir junto aos jovens por meio de pesquisas sobre juventude e condição social; assessoria de ações e projetos voltados à juventude; formação de jovens e educadores de jovens; monitoramento da condição juvenil no contexto social brasileiro; incidência nas políticas públicas voltadas para a juventude.

Conheça mais em http://observatoriodasjuventudes.pucpr.br.

Laboratório de Estudos

O Instituto Ciência e Fé, da PUCPR, em parceria com o Memorial Marista, recebe neste mês de maio o Irmão André Lanfrey, doutor em História e professor aposentado da Universidade de Lyon, na França. Prof. Lanfrey é orientador do grupo de pesquisadores da PUCPR e do Memorial Marista, que constituem o Laboratório de Estudos, que entra em sua segunda e última etapa.

O grupo estuda a vida e a obra do Irmão Francisco Rivat, primeiro sucessor do Padre Champagnat na condução do Instituto Marista. Seu extenso corpus, com mais de cinco mil folhas de anotações, ainda não foi publicado nem estudado criticamente no seu conjunto. Da mesma forma, sua importância no desenvolvimento do Instituto, nos seus inícios, necessita ser pesquisada, a partir de uma abordagem multidisciplinar. No momento, os pesquisadores apresentam o resultado de suas pesquisas para discussão e aprimoramento. O resultado será publicado em livro, ainda este ano.

Conheça mais sobre o Laboratório de Estudos.

ProUni

O projeto “Advocacy ProUni” consiste em uma ação de pesquisa, incidência política e boas práticas sobre o acesso e permanência de estudantes bolsistas na PUCPR. O Observatório das Juventudes vem desenvolvendo um conjunto de pesquisas quantitativas e qualitativas que têm como objetivo buscar conhecer quem são os estudantes bolsistas, como ocorre o processo de inserção desses estudantes no ensino superior e as dificuldades enfrentadas por esses sujeitos.

No ano de 2015 foi constituído um grupo interdisciplinar de professores pesquisadores que, por meio de projetos PIBIC, estão investigando a situação de jovens estudantes bolsistas nas diferentes escolas da universidade. Essas pesquisas, somadas ao trabalho de monitoramento institucional, vêm sendo debatidas em diferentes instâncias da universidade no intuito de se pensar ações que contribuam com a formação desses jovens bolsistas na perspectiva do direito à educação superior.

Conheça mais em http://observatoriodasjuventudes.pucpr.br .

Átrio dos Gentios

O Projeto Átrio dos Gentios é uma resposta ao discurso inspirador de Bento XVI, de 21 de dezembro de 2009.  Atualmente, o Papa Francisco reafirmou a importância desse diálogo para a igreja. A partir disso, o Pontifício Conselho para a Cultura se inspirou para criar lugares de encontro e de diálogo, espaço de liberdade de expressão e respeito por aqueles que não acreditam e aqueles que fazem perguntas sobre sua fé.

Fazendo referência ao “Átrio dos Gentios” do templo de Jerusalém construído depois do exílio, durante os anos 20-19 ac, este projeto é um espaço onde todos podem atravessar sem distinção de cultura, língua ou vocação religiosa, e onde é possível se perguntar sobre as grandes questões da vida e da sociedade e, assim, chegar mais perto do ”Deus desconhecido”.

Dessa forma, o Átrio é uma janela para o mundo da cultura contemporânea que quer ouvir as vozes que ressoam em suas diferentes buscas e perspectivas.

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2017 | Por uma cultura da hospitalidade e da coexistência

Logo_Atrio 2017

Frente aos desafios da contemporaneidade, em especial os fundamentalismos, as rupturas aos direitos humanos e ambientais e as reiteradas violências físicas e simbólicas aos indivíduos e às coletividades, somos chamados, urgentemente, à hospitalidade e à coexistência.

Num futuro próximo o planeta terá 8 bilhões de pessoas, habitando, em sua grande maioria, os centros urbanos. Seremos capazes de conviver levando em conta as diferenças étnicas, religiosas, políticas e econômicas? A resposta a esta questão não está na homogeneização, mas sim no estabelecimento de parâmetros éticos que apontem para novos modelos sociais e culturais fundados no encontro, no diálogo e na cooperação.

A hospitalidade, como aceitação desse “estrangeiro” que não fala a minha língua e a coexistência, como a possibilidade de sentarmos à mesa, em nossas singularidades, e partilhamos o pão e a vida, devem se caracterizar como prioridade para aqueles que rejeitam toda forma de preconceito e de intolerância.

 

Encontro entre Viviane Mosé e Marcial Maçaneiro

A PUCPR e a Católica de Santa Catarina trazem a Joinville uma filósofa e um teólogo para dialogarem sobre os desafios e as possibilidades de vivemos juntos!

Dia 11 de setembro de 2017, às 19h30 – Católica de Santa Catarina | Campus Joinville

INSCRIÇÕES GRATUITAS

 

Bate papo sobre o “viver juntos” –  Jovens debatem invisibilidades e vulnerabilidades humanas de nossas cidades

Paula Godoy e Ana Chen (ONG TETO), “Tio” Maurício (Pastoral do Menor, Belo Horizonte-MG) e Amanda Kissua (Angolana solicitante de refúgio)

Dia 12 de setembro de 2017, às 16h – PUCPR | Campus Curitiba | TUCA

INSCRIÇÕES GRATUITAS

 

Encontro entre Viviane Mosé, Nilton Bonder e Marcial Maçaneiro

Uma filósofa, um rabino e um sacerdote dialogam sobre os desafios e as possibilidades de vivermos juntos!

Dia 12 de setembro de 2017, às 19h30 – PUCPR | Campus Curitiba | TUCA

INSCRIÇÕES GRATUITAS

 

Assista aos vídeos e conheça um pouco mais do Átrio realizado na PUCPR nos dias 11, 12 e 13 de abril de 2016.

Abertura do Átrio dos Gentios e Celebração Eucarística 

1

 

Discurso de abertura | Cardeal Ravasi 

2

 

Debate entre o Cardeal Gianfranco Ravasi e o astrofísico Marcelo Gleiser

3

 

Concessão de Título de Doutor Honoris Causa ao Cardeal Ravasi

4

 

Encontro do Cardeal Ravasi com os jovens

5

As juventudes querem saber: seu Cardeal, diz aí qual é?

Inspirados pelo propósito do Átrio dos Gentios, que busca o diálogo entre crentes e não crentes, este momento propõe uma conversa entre as diversas juventudes junto a Gianfranco Ravasi, cardeal católico italiano e presidente do Pontifício Conselho para a Cultura no Vaticano. A proposta é que o momento seja informal, e que as perguntas lançadas reflitam a autenticidade das e dos jovens que não temem o confronto de ideias e enxergam na diversidade uma possibilidade de construção do conhecimento.

Gianfranco Ravasi encontra Marcelo Gleiser

Para explorar o tema “Deus, Cosmos, Humanidade: um diálogo de fronteiras”, ponto central do evento, debate entre o cardeal italiano Gianfranco Ravasi – presidente do Pontifício Conselho para a Cultura – e com o astrofísico Marcelo Gleiser.

 

 

Gianfranco Ravasiravasi

 

O italiano Gianfranco Ravasi é  presidente do Pontifício Conselho para a Cultura. Nascido em Merate em 18 de outubro de 1942, é considerado um especialista em Oriente Médio e islamismo. Atuou em escavações arqueológicas na Turquia, na Jordânia, na Síria e no Iraque enquanto trabalhava em seu doutorado no Pontifício Instituto Bíblico.  No dia 20 de outubro de 2010 foi anunciada a sua criação como cardeal pelo Para Bento XVI. Conhecido pelo diálogo com o mundo da arte, da ciência e da cultura, Ravasi costuma utilizar referências variadas em suas falas como Santo Agostinho, Isaac Newton, Vladimir Nabokov, entre outros.

 

 

Marcelo Gleiser

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O brasileiro Marcelo Gleiser é professor de filosofia natural, de física e de astronomia do Dartmouth College, EUA, onde leciona desde 1991. Graduou-se em física na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, obteve o mestrado na Universidade Federal do Rio de Janeiro e o doutorado no King’s College da Universidade de Londres, Reino Unido. Realizou pesquisas de pós-doutorado no Fermilab e na Universidade da Califórnia, em Santa Barbara, ambos nos EUA. Publicou mais de 80 artigos científicos. É, membro da Sociedade de Física Americana e da Sociedade Internacional para o Estudo da Origem da Vida.

 

 

 

 

 O encontro acontece no dia 11 de abril, às 19h no teatro TUCA da PUCPR.

Informações sobre inscrição em breve.

 

Deus, cosmos, humanidade: um diálogo de fronteiras

Por Prof. Pe. Dr. Marcial Maçaneiro, scj

Consultor Teológico do Instituto Ciência e Fé

 

Numa perspectiva de diálogo de saberes, valorizando a honestidade intelectual de crentes e não-crentes, este encontro quer aproximar três temas fronteiriços – Deus, Cosmos, Humanidade – pontuando distinções e convergências, em colóquio aberto. Este diálogo exercita o conhecimento interdisciplinar e se faz propositivo para um projeto de cultura respeitoso da diversidade e da dignidade humanas, num contexto de revisão da relação do ser humano com a natureza. Em vista disto, são propostas aqui, a título de sugestão, algumas interrogações que podem referenciar o colóquio:

Deus

A questão de Deus, em sentido amplo, tem suscitado a reflexão não só teológica (desde a admissão de sua existência), mas filosófica e científica, desde séculos. Distinguem-se diferentes concepções da divindade, das expressões mais panteístas até o Deus pessoal da tradição abraâmica, representada pelo Judaísmo, Cristianismo e Islã. Abrem-se muitas interrogações sobre os modos de ser de Deus, sua ação no Cosmos e sua relação com a humanidade. Em sentido estrito, o Deus da Aliança proclamado por Jesus de Nazaré tem provocado muitas leituras e releituras das fontes clássicas do Judaísmo e do Cristianismo, como vemos na produção cultural do Ocidente. A própria comunidade crente, aplicando métodos histórico-críticos aos textos sacros e à revisão histórica, distingue o ser e o agir de Deus das expressões (cultuais, morais e conceituais) daqueles que O professam. Se de um lado o comportamento religioso tem resvalado em formas várias de particularismo e violência, por outro lado, o Deus da Aliança – reconhecido e proposto como Pai Misericordioso por Jesus – afirma-se como amor radical, a quem importam o mundo e os humanos. Os eventos dramáticos do êxodo, da aliança, da reivindicação da justiça e do zelo pelos pobres, órfãos e viúvas são retomados no Novo Testamento, compondo o patrimônio ético e social do pensamento cristão: voltar a tais fontes é criticar, desde dentro, a própria religião cristã, num esforço de fidelidade aos elementos originários do amor, da justiça e da paz propostos no Evangelho. Por tal viés aproximam-se crentes e não-crentes decididos a construir uma sociedade justa, inclusiva e solidária. Em campo ético e humanitário se encontram quem crê e quem não crê, na promoção conjunta da justiça, da paz e do cuidado ambiental. Isto, porém, não resolve o debate em nível de princípios (filosóficos ou ontológicos) sobre a existência de Deus e sua relevância para o cosmos e a humanidade. Seria Deus um mistério apenas vislumbrado pelas tradições religiosas, de fato existente, mas impossível de apreensão pela razão humana? Seria Deus um corolário ideal da própria evolução humana, que se projeta na livre e infinita divindade? Há quem reivindique um Deus liberto das linguagens e noções que o tentam expressar, afirmando-o como Mistério. O próprio cosmos seria um dizer-se dele, uma narrativa de seu ser inaferrável. Outros entendem que tanto ciência quanto religião seriam vias para acessá-Lo, cada qual com sua episteme. Isto tem suscitado diferentes reações, muitas vezes num quadro extremo, que vai do desprezo mútuo entre ciência e religião, até os ensaios de diálogo e colaboração entre as mesmas. Em muitos casos, cientistas se declaram crentes; enquanto crentes reconhecem a autonomia das realidades terrenas como a ciência, o direito e a arte. Neste caso, uns e outros opinam ser possível o diálogo e o compromisso conjunto da ciência e da religião pelo bem comum e a promoção da vida.

Possíveis questões na perspectiva da Fé, em face da Ciência:
a) O pensamento científico favoreceria a autocrítica da religião? Em que âmbitos da religião isto tem se dado?
b) Haveria inspiração científica em alguns modelos e/ou escolas de pensamento teológico? Quais, por exemplo?
c) A fé no Deus da Revelação/Criação pode favorecer a investigação científica? Como?
d) Em que sentido o Deus-Pai revelado por Jesus favorece a afirmação da dignidade humana e a inclusão social?
e) Que aspectos da noção de Reino de Deus serviriam a um projeto de nova humanidade? Neste sentido, se poderia estabelecer parceria com a Ciência em algum desses aspectos?
f) Para o cristianismo, a fé explícita em Deus é necessária à ética? Ou se admitem outras compreensões neste sentido?

Possíveis questões na perspectiva da Ciência, em face da Fé:
a) A fé em Deus, de algum modo, pode favorecer a autocrítica da Ciência? Em que modos ou aspectos?
b) Alguns cientistas se declaram crentes e estabelecem contato entre Ciência e Fé. Você conhece algum exemplo digno de nota?
c) A cosmologia (ao lado da física e da biologia) descarta categoricamente a possibilidade da existência de Deus? Em que medida esta possibilidade é determinante ou não para o método científico?
d) Que noções a respeito de Deus parecem questionáveis ou mesmo perigosas, aos olhos da Ciência?
e) O que a Ciência poderia considerar “sagrado” em nível de princípios, meios e fins?
f) Se não há uma palavra de Deus a respeito da humanidade, quais seriam as fontes éticas da Ciência?

2. Cosmos

O Cosmos, em toda a sua complexidade, é um dado evidente, ainda que não inteiramente compreendido pela razão humana. Mesmo despido de ideologias e tematizações razoáveis, ele se mostra duradouro, imenso, dinâmico e envolvente. Encanta a crentes e não-crentes, em quem desperta admiração, temor e curiosidade, ora como mistério inatingível, ora como terreno a explorar. De modo semelhante, cientistas e teólogos reconhecem o quanto cosmos e humanidade se imbricam, mesmo nos níveis básicos da biologia e da corporeidade. A clássica interação entre microcosmos (humanidade) e macrocosmo (universo) reaparece em nuances novas, quando se fala de holística, epistemologia complexa e ecologia integral. De um lado, cientistas admitem o incógnito como possibilidade de novas descobertas; de outro, teólogos se aproximam de categorias cosmológicas para interpretar as narrativas bíblicas da Criação, repletas de símbolos e emblemas. Além da factualidade do universo em expansão, crentes e não-crentes indagam sobre seu sentido e seu propósito: duração da existência no espaço e no tempo, porque a vida é um fato e quer perdurar; manifestação de beleza que circunda o pequenino ser humano; horizonte de transcendência que aponta continuamente para o futuro; jogo complexo do tempo e do espaço, atravessado por invisíveis ondas… A reflexão de Galileu a Einstein ecoam nos ensaios de Teilhard de Chardin e de Alfred N. Whitehead. Muitos opinam que não será necessário abandonar a ciência para encartar-se com o mistério do cosmos; também não será necessário abandonar a fé para mergulhar na investigação astronômica. Uns e outros avançam em indagações e rascunhos de respostas, das teorias mais sólidas às teses ainda em construção (como a teoria das cordas, a proposta da matéria escura e a busca pelo bóson). Em atenção à Terra – casa de todos – essas teorias são urgidas pela crise ecológica que mata as espécies, fere o presente e destrói o futuro. Crentes e não-crentes se sentem premidos pela extinção das espécies, escassez de água potável, mudança climática, crise energética e ambiental. Do lado da ciência e da fé, vozes se elevam, se cruzam e se conectam para alertar, reciclar, educar, preservar, conservar e prospectar soluções ecológicas. Cientistas se aproximam da religião para ler seus desenhos de mundo e seus antigos saberes naturais; teólogos se iniciam em cosmologia, física, biologia e mecânica para amadurecer sua percepção e sua linguagem, na busca do sentido profundo dos textos sacros sobre a Criação. Uns e outros são guiados por honestidade intelectual, amor à vida, disposição em servir à humanidade e apelo moral em defender o planeta com seu conhecimento.

Possíveis questões na perspectiva da Fé, em face da Ciência:
a) Quais as novas compreensões da Criação do mundo por parte de Deus, à luz da hermenêutica bíblica, em condições de dialogar com a Ciência?
b) De que modo as teorias do Big-Bang e da Evolução promovem a revisão e/ou aprofundamento da teologia da Criação?
c) A afirmação do Deus Criador não arrisca diminuir a autonomia humana na Terra?
d) Que elementos da Teologia da Criação convergem no cuidado ecológico valorizado pelas Ciências?
e) Em que aspectos a visão cristã da Criação pode colaborar com as Ciências na promoção da vida humana e planetária?
f) Que compreensões científicas a religião (no caso, cristã) opina que deveriam ser superadas, em benefício da humanidade e talvez da própria Ciência?

Possíveis questões na perspectiva da Ciência, em face da Fé:
a) Como a Ciência argumenta a necessidade ou a não-necessidade de um Deus Criador para o Cosmos?
b) De que modo a noção de um Criador interage com a Ciência moderna: excluem-se, complementam-se ou seriam epistemologias incomunicáveis?
c) Mesmo sem professar um Criador, a Ciência admite alguma dimensão transcendente no Cosmos? Em que sentido?
d) Quais as indagações do cientista (físico ou cosmólogo) que podem apontar, eventualmente, à religião?
e) Para a Ciência, o Cosmos pode ser lido como uma narrativa de sentido? Há indícios de um propósito no devir cósmico? Ou tudo se reduz a um golpe de sorte?
f) Que compreensões religiosas a Ciência opina que deveriam ser superadas, em benefício da humanidade e talvez da própria religião?

3. Humanidade

Sem desprezar a Deus, sumo e máximo Ser de adoração, a religião se preocupa com a humanidade: olha para o céu, para bem caminhar na terra; contempla as estrelas para navegar com segurança; segue o curso da lua para plantar e colher com gratidão. Sim, é do cenário da natureza que desponta o sagrado, como lampejo do Deus Escondido em todas as coisas. A noção judaica da pessoa humana como imagem e semelhança de Deus não esconde alguma pretensão desmedida (como se poderia pensar), mas é afirmação da dignidade própria do ser humano, conecto mas distinto dos demais seres. No centro desta ciranda de astros e estações está o ser humano, inteiro, ao mesmo tempo filho da terra e filho do céu. De modo semelhante, a mais alta teoria ou abstração conceitual da ciência se vê interpelada pelas urgências humanas: saúde, alimentação, ocupação do espaço, segurança, desenvolvimento. Deste modo, nem a religião nem a ciência pretendem-se progredir desvinculadas do ser humano, tanto individual quanto socialmente admitido. Uma e outra convergem na afirmação da vida humana, na busca de soluções, no compromisso com a justiça e o acesso aos bens. A diversidade de cosmovisões, de valorações morais e de perspectivas históricas verificadas na ciência e na religião (especialmente desde a Primeira Modernidade) pode causar polêmicas e disputas, mas é também oportunidade de se descobrir novas aproximações e convergências no serviço à vida humana. Neste sentido, perduram os desafios da saúde, da nutrição, do desenvolvimento das infâncias, da qualidade de vida em geral, ao lado de novas necessidades emergentes, sobretudo em campo social e ecológico. Como muitos têm advertido, tanto ciência quanto religião podem contribuir ao desenvolvimento integral do ser humano, enredado numa teia de relações com seus pares e as demais espécies. Na opção pelo humano convergem cientistas e teólogos, crentes e não-crentes.

Possíveis questões na perspectiva da Fé, em face da Ciência:

a) Que valores a antropologia da “imago Dei” reserva para os tempos atuais?
b) Como o cristianismo concebe o desenvolvimento integral do ser humano em sociedade?
c) Como a fé cristã colabora à uma relação humanidade/Natureza que supere o antropocentrismo radical e favoreça o cuidado ecológico?
d) O cristianismo pode ser compreendido como um “projeto de humanidade”? Neste sentido, como estabeleceria colaboração com a Ciência?
e) Quais as exigências do bem comum, apontadas pela fé, para uma sociedade mais justa atualmente?
f) Para a fé cristã, o ser humano constitui o fim [propósito] da Ciência? Em que sentido isto indica parâmetros à pesquisa e tecnologia?

Possíveis questões na perspectiva da Ciência, em face da Fé:
a) Que valores humanos a Ciência pode reconhecer no cristianismo, ou na religião em geral?
b) Quais os riscos (históricos, ideológicos ou políticos) que a religião pode oferecer à humanidade?
c) Em vista do cuidado ecológico, que agenda a Ciência poderia assumir em parceria com a religião?
d) Quais as fontes e/ou referências éticas para a Ciência? Neste sentido, haveria convergências com a religião (ou o cristianismo, em particular)?
e) Em termos de bem comum, que urgências a Ciência apontaria hoje? Neste sentido, que agendas se poderia assumir em parceria com a religião?
f) Como a Ciência pondera o papel educativo da religião na sociedade atual?

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