Café Filosófico

A proposta do Café Filosófico é oferecer espaço para a discussão sobre o impacto do pensamento ético-filosófico no nosso cotidiano. Em sintonia com os objetivos do Instituto Ciência e Fé e em parceria com o Curso de Graduação e o Programa de Pós-Graduação em Filosofia, os eventos acontecem periodicamente no Café da FTD Digital Arena, e conta sempre com a presença de um renomado intelectual que provoca as reflexões e os debates.

Os temas

2017 | Somos todos corruptos? Ética e o jeitinho brasileiro

Considerado legalmente como um ato de desvio institucional, a corrupção não está presente somente nas Instituições. Esse ato já se tornou uma atitude de muitos seres humanos em seu próprio dia a dia. Qual a diferença entre o desvio de milhões de dólares para uma conta da Suíça e ultrapassar o sinal vermelho por não haver policiais vigiando? A questão que precisamos nos fazer e que o filósofo Immanuel Kant pode nos ajudar é: não somos corruptos porque isso é um ato ruim em si mesmo ou por que temos medo das possíveis punições decorrentes disso? Existiria aí, então, uma ação desinteressada por parte dos sujeitos ou nossas ações estariam todas condicionadas a um resultado final? Carregaríamos a marca da corrupção original de querer ser mais que Deus, no entanto, agora reificada para contextos atuais, onde queremos ser mais do que os outros a qualquer custo?

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Programação 

 

Renato Janine Ribeiro

Doutor em Filosofia pela USP, livre-docente em filosofia e professor titular de ética e filosofia política na mesma universidade. Ex-ministro de Estado da Educação e ex-Diretor de Avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Publicou O Afeto Autoritário, A Marca do Leviatã e Por uma Nova Política.

18 de abril de 2017  |  Campus Londrina | PUCPR

Inscrições: http://cienciaefe.pucpr.br/evento/cafe-filosofico-com-renato-janine-ribeiro-campus-londrina/

 

Luiz Felipe Pondé

Doutor em Filosofia Moderna pela USP e pós-doutor em Epistemologia pela University of Tel Aviv. Atualmente é professor assistente da PUC-SP, professor titular da Fundação Armando Álvares Penteado e professor convidado da Universite Catholique de Louvain. É colunista do Jornal Folha de S. Paulo e comentarista do Jornal da Cultura.

6 de junho de 2017  |  FTD Educação Digital Arena | PUCPR

Inscrições: http://cienciaefe.pucpr.br/evento/cafe-filosofico-com-luiz-felipe-ponde/

 

Maria Lucia Santaella Braga

É pesquisadora 1A do CNPq, professora titular dos programas de pós-graduação em Comunicação e Semiótica e Tecnologias da Inteligência e Design Digital da PUC-SP. Doutora em Teoria Literária pela PUC-SP e Livre-docente em Ciências da Comunicação pela USP. Publicou 44 livros e organizou 16, além da publicação de perto de 400 artigos no Brasil e no exterior. Recebeu os prêmios Jabuti (2002, 2009, 2011, 2014), o prêmio Sergio Motta (2005) e o prêmio Luiz Beltrão (2010).

12 de setembro de 2017  |  FTD Educação Digital Arena | PUCPR

Inscrições: http://cienciaefe.pucpr.br/evento/cafe-filosofico-com-maria-lucia-santaella-braga/

 

2016 | Morrer no Ocidente

“(…)Cumpriu sua sentença e encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca de nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo morre(…)”

João Grillo, personagem de Ariano Suassuna no Auto da Compadecida.

 

“Morrer no ocidente” não é somente o título de uma das obras mais consagradas do grande pensador francês Philippe Ariès. É antes, e sobretudo, a pergunta fundamental pelo destino humano; por um ‘acontecimento’ que, mais cedo ou mais tarde, abarcará a todos. Juntamente com o questionamento de Ariès, de como se passou da morte familiar e domesticada da Idade Média à morte maldita e interdita de nossos dias, o Café Filosófico de 2016 pretende compreender como diferentes saberes trabalham a ideia da morte, tornando este ‘acontecimento’ uma reflexão não somente em relação aqueles que já partiram, mas principalmente sobre aqueles que permanecem.

 

Programação 

 

Leandro Karnal | A morte como acontecimento estético

Doutor em História Social pela USP, pós-doutorado pela Universidade Nacional Autónoma do México e pelo Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), em Paris. Professor de História na UNICAMP, tem diversos livros publicados, entre eles, Teatro da Fé, História dos Estados Unidos, Conversas com um Jovem Professor, Pecar e Perdoar, entre outros.

Data: 23 de maio de 2016  |  Horário: 19h30  | Local: Café do 2 ° andar do prédio da Escola de Educação e Humanidades (bloco amarelo)

 

Vladimir Safatle | É possível ter a experiência da própria morte?

Possui graduação em Filosofia pela USP, graduação em Comunicação Social pela Escola Superior de Propaganda e Marketing, mestrado em Filosofia pela Universidade de São Paulo e doutorado em Lieux et transformations de la Philosophie, pela Université de Paris VIII. Atualmente é Professor Livre Docente do departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo. Foi professor visitante das Universidades de Paris VII, Paris VIII, Toulouse, Louvain e Stellenboch (África do Sul), além de responsável de seminário no Collège International de Philosophie de Paris.

Data: 06 de junho de 2016  |  Horário: 19h30  | Local: Café da FTD Educação Digital Arena

 

Scarlett Marton | A morte como instante da vida

Professora titular de Filosofia Contemporânea da Universidade de São Paulo, formou-se em Filosofia pela USP, prosseguiu os estudos na Sorbonne e defendeu o doutorado e a livre-docência em Filosofia na USP. Publicou ensaios em livro e revistas especializadas nos seguintes países: Brasil, Alemanha, França, Itália, Áustria, Espanha, Portugal, Estados Unidos, Colômbia, Venezuela, Argentina, Bolívia e Chile.

Data: 16 de agosto de 2016  |  Horário: 19h30  | Local: Café da FTD Educação Digital Arena

2015 | As Políticas do Perdão

O Café Filosófico de 2015 propõe uma discussão sobre “As políticas do Perdão”. Na mesma medida que proliferam os pedidos de perdão e as cenas de arrependimento, em especial com a implantação, em diversas partes do mundo, das Comissões de Justiça e Paz, vemos aumentar, igualmente ou em maior medida, os crimes de guerra, os terrorismos, as violências cotidianas, extremas e por vezes banais. Diante desse tema tão urgente para nosso tempo, podemos perguntar: o que significa perdoar? Quais são os limites jurídicos, religiosos ou filosóficos do perdão? É possível perdoar o “imperdoável”? Passando por autores como Hannah Arendt, Vladimir Jankélévitch, Paul Ricoeur, Jacques Derrida, Emmanuel Levinas, Giorgio Agamben, dentres outros, três grandes pensadores brasileiros discutirão com o público as perspectivas históricas do tema, mas sempre com um olhar sobre o presente e o futuro.

 

Programação

Peter Pál Pelbart | Imagens do Intolerável

Peter Pál Pelbart é professor titular de filosofia na PUC-SP. Escreveu principalmente sobre loucura, tempo e subjetividade e biopolítica. Publicou  entre outros O avesso do niilismo: cartografias do esgotamento (n-1 edições). Traduziu várias obras de Gilles Deleuze. É membro da Cia Teatral Ueinzz, e coeditor da n-1 edições.

Data: 12 de março de 2015  |  Horário: 19h30  | Local: FTD Digital Arena (PUCPR)

 

Oswaldo Giacóia | Lembrar, Esquecer, Perdoar

Professor Titular do Departamento de Filosofia da Unicamp. Pesquisador 1 B do CNPq. Autor de vários livros, capítulos e artigos sobre Nietzsche, Schopenhauer e Freud. Assessor da Capes, CNPq. Fapesp e Faepex.

Data: 18 de junho de 2015 | Horário: 19h30 | Local: FTD Digital Arena (PUCPR)

 

Jeanne Marie Gagnebin de Bons | Anistia, Esquecimento e Perdão

Professora titular de filosofia na PUC/SP et livre-docente de teoria literária na Unicamp. Trabalha sobre Escola de Frankfurt, em particular W. Benjamin e sobre questões  teóricas da história e da memória (Paul Ricoeur). Últimas publicações: Lembrar. Esquecer. Escrever (2006) e Limiar, aura e rememoração. Ensaios sobre W. Benjamin, 2014, ambos pela Editora 34, São Paulo

Data: 10 de outubro de 2015 | Horário: 19h30 | Local: FTD Digital Arena (PUCPR)

 

Em 2014, nosso propósito foi o de reinventar a virtude.

Mas o que ela significa então? Para muitos pensadores, a virtude “é uma força que age”, que se aprende menos pelos livros e mais pela forma de ser e de existir. Já para outros, ela é uma noção imemorável; fragmento de um estado de coisas outrora inquebrantáveis. O que parece comum às duas correntes e a outras possíveis, é que vivemos numa época de mutação dos valores. A crise das instituições doadoras dos sentidos absolutos, entre ela a própria razão, é apenas um sintoma de algo se apresenta mais profundo e desafiador. Ainda que os canais de comunicação tenham se multiplicado de forma vertiginosa, constatamos o aumento, na mesma proporção, senão maior, dos fundamentalismos, das ortodoxias, das incompreensões.
Da mesma forma, a relativização dos valores se mostrou incapaz de responder de maneira eficaz aos problemas contemporâneos. A falta de referenciais pode nos levar a uma descrença generalizada, com consequências éticas alarmantes para a existência neste planeta (nisso, aliás, encontram-se os fundamentos do niilismo). Talvez tenha chegado o momento, exatamente na metade da segunda década do século XXI, como nos recorda Bernard Stiegler, “de reconstruir uma economia libidinal (uma filia), sem a qual não há cidade, democracia, economia industrial, nem economia espiritual possíveis”.
Quem sabe, como já dizia Michel Foucault na década de 80, uma das saídas éticas para a contemporaneidade, a exemplo de algumas escolas filosóficas da antiguidade, é aprimorar técnicas de governo sobre si mesmo, que antes de significarem um solipsismo, apregoam uma constituição de si, pautada num ser-com-os-outros.

Curadoria

Prof. Dr. Fabiano Incerti | Doutor em filosofia e Diretor do Instituto Ciência e Fé da PUCPR

Currículo Lattes Fabiano Incerti 

 

Prof. Dr. Jelson Oliveira| Doutor em filosofia e professor da PUCPR.

Currículo Lattes Jelson Oliveira

 

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